Showrunner de “The Handmaid’s Tale” sobre o final da temporada: “vale a pena ficar com raiva”

Após longa espera, o público acompanhou a sequência da terceira temporada de “The Handmaid’s Tale”, que teve o último episódio da temporada exibido na última terça-feira (13). Este ano marcou a saga de June comandando uma rebelião dentro de Gilead ao mesmo tempo em que tenta localizar sua filha Hannah, sendo preciso fazer concessões morais e éticas em sua trajetória. O showrunner Bruce Miller comentou a reação dos fãs sobre o final intenso e cheio de emoção.

“A reação dos fãs sempre me surpreende”, disse Miller em entrevista à EW. “[a reação] não é muito diferente da sala dos escritores. Temos uma sala de escritores maioritariamente composta por mulheres; nós estamos frequentemente brigando sobre o que June fará, com duas pessoas absolutamente convencidas de ambos os lados”, comenta.

O final da segunda temporada também foi impactante e trouxe muitos debates sobre as escolhas de June. A protagonista teve a oportunidade de escapar de Gilead com sua filha caçula, Nichole, mas optou por entregá-la a Emily e ficar para lutar pela liberdade de sua primogênita, Hannah. Sobre o segundo ano, Miller ressalta: “É fascinante ler o fato de que muitas pessoas têm pontos de vista opostos e estão tão convencidos de que estão corretos”, explica. “A paixão é notável.”

E por passear pelos limites da moral e da ética, naturalmente os fãs externaram concordância e, principalmente, raiva da protagonista em certas ações ocorridas na terceira temporada. “As pessoas ficam com raiva de June, o que eu acho que é um testemunho de Elisabeth Moss tornando a personagem em uma pessoa real”, diz ele. “Vale a pena ficar com raiva.”

No Brasil, “The Handmaid’s Tale” está disponível no catálogo da Globo Play. A série já foi renovada para a quarta temporada.

 

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