Islandesa Stella Blomkvist é a junção de Annalise Keating e Sherlock Holmes

Demorou, mas o estilo femme fatale tem se tornado cada vez mais comum na televisão e no cinema. Mulheres independentes, poderosas e determinadas estão ficando frequentes no protagonismo cinematográfico. A nova aposta do diretor premiado Oskar Thor Axelsson (Trapped, Black’s Game) é mais um exemplo disso.

Estrelada por Heida Reed (Poldark), Stella Blómkvist é uma série islandesa baseada nos romances policiais que viraram best-sellers internacionais da escritora anônima de mesmo nome e acompanha a advogada Stella e seu gosto por assumir casos perigosos de assassinato.

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A série foi lançada localmente em novembro do ano passado, por uma plataforma SVOD (serviço de streaming similar à Netflix) com todos os episódios disponíveis na estreia e bateu recorde logo na primeira semana em seu país, ultrapassando The Handmaid’s Tale. Ainda não existe previsão de transmissão no Brasil. A companhia independente Sagafilm pode renovar a produção para mais temporadas, já que a primeira é baseada no primeiro de oito livros.

Obstinada, perspicaz e sexy são características que, logo nas primeiras cenas, pode-se atribuir à protagonista. Nos desafios de seu trabalho, é perceptível sua independência diante do sexo oposto e, no maior estilo “Annalise Keating”, usa métodos não convencionais e eticamente reprováveis para seguir uma pista e solucionar um caso. Colocando-a como personagem-narrador, fica fácil para o público perceber e destrinchar a trama que Stella está envolvida, pontuando, assim como Sherlock Holmes, cada pista e cada método usado, como se aos telespectadores fosse atribuído a oportunidade de estar na mente dela.

A sexualidade e o charme da trama se traduzem pelo jogo de luz minimalista presente em quase todos os cenários. A forma como a fotografia dispõe da iluminação em todos os ambientes faz parecer que estamos constantemente dentro de um clube ou boate. Isso vai contra o estilo nórdico escandinavo, que destaca o branco, cinza e bege. Na série, rosa e azul são contínuos sempre que a protagonista entra em um local. É interessante perceber que a dualidade das cores se mostra de duas formas: juntas ou independentes entre cenas e não somente com uma única fonte, como um farol de carro, por exemplo.

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Stella Blomkvist atinge o êxito e se destaca positivamente por fugir do padrão escandinavo. A Islândia, sempre tão intensa em seu estilo geográfico, com sua vastidão branca pela neve e acinzentada pelos vulcões, se torna divertida e brilhante pelo prisma da nova produção policial, se distanciando do pesar nórdico.

Em benefício daqueles que preferem histórias curtas, a série é dividida em três partes. Cada parte com dois episódios onde um crime é contado, em um total de seis episódios para a primeira temporada. O primeiro recorte, intitulado de “Murder at the Ministry”, conta o caso de uma conspiração política onde a secretária de um Ministro importante é assassinada em seu escritório. A culpa recai para um jovem traficante de drogas e, após perceber que o crime foi encenado, Stella toma a frente do caso para pegar o verdadeiro culpado. Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=LffuVRNgMk0

STELA BLÓMKVIST

Número de temporadas: 1.
Episódios: 06.
Média de duração: 50min/ep.
Cotação: 4/5.

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